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2005-12-15

gu blai gu!

txof, txof
(português em baixo...)
Hementxe gaude, ttirriki-ttarraka iparrorratzari jarraituz gotti. Oaintxe Gurupi hirian gaude, Belem-Brasilia errepide nagusiaren bidean aurkitzen dena, jadanik Tocantins estatuan (Brasilen 28 estatu inguru ei daude, haietako bakoitza penintsula adinakuak...).
Hemendik aurrera Pará estatua eta aidemanuel!, Belemenera, jexukrixtona. Eta ziurtatzen dizuet hemen ez dela izar buztandun hoitakorik, izarrik bez, aspaldion behintzat ez dugu bat bera ere ikusi, egualdi puta!
Gaur ere Araguaçutik atera gara. Goizeko lautan jeiki, 5etan martxan jartzeko asmoz. Eguna euririk gabe argitu du, baña gu hanka pedal gainien jarri orduko... katakrontx! hasi da zaparrada, hantxe gure zain balego moduan. Inpotentzia, ze, gainera gaurko etapa, Alvorada bitarteko 100kmtan, bidean ez zegoen ezer. Ezin inun geratu, ez kamiorik pasatzen. Jainkoaren bertsio guztietan bota dugu mokordoa (Deus, Jexukrixto, Buda, Ala, arekrixna...).
Bide puxka ederra in diu euritan arik eta bide bazterrean komunitate bat topatu dugun arte. Han, palma horri eta egurrez egindako estalpetxo batean aterpe hartu diu. Komunitatekoak ondion lo.
Carona edo dedo egitea erabaki diu, gure astronauta itxurarekin. Trafikorik ez, ordea. Azkenean, Gurupira zetorren autobusa agertu da eta bizikletak zeuden moduan, alforja eta guzti, maleteruan sartzen utzi digu txoferrak.


Oaingo asmua, berriz autobusa hartzea da Conceipção de Araguaia bitarterarte. Izan ere, orain Belem-Brasilia errepide nagusia hartu beharko genuke bestela, eta hemen trafikoa (kamioiena batez ere) izugarria da eta bide bazterra egoera exkaxean leku askotan. Arriskutsuegia.


Vamos indo, indo, indo pro norte, um km atrás do outro. Nem parece que se avance alguma coisa pedalando nessa imensidão de país, mas aqui estamos, já nos estado de Tocantins, com mais de 500km nas pernas... e na bunda, ai! Que dor! Ontem cruzamos a fronteira entre os estados que um dia eram um só. XX Achamos que o Cerrado ficou para trás, mas não, parece que tem o Cerrado alto e o baixo e que ele vai a até o sul do Pará e Maranhão!! Continuamos fascinados pela quantidade e diversidade de animais e plantas que vamos encontrando: ontem, um veado, corujas várias, mais tucanos (que lindos!), mais raposas mortas na estrada,... E chegamos em Araguaçu. A etapa de hoje, de 100km, ia nos levar até Alvorada. Saímos bem cedinho, às 5:30 para que o sol não nos esquentasse demais. 5 minutos de pedalada e começou a cair uma quantidade de água que em 15 segundos estávamos molhados até o último pelo do c... Colocamos a nossa super-capa e, com a esperança de que pararia rápido, seguimos pedalando, e nos molhando, e pedalando e a chuva caindo, não conseguindo nos esquentar, e a chuva batendo, e nenhuma casa ou refúgio onde parar, e chuva chovendo... assim uns 25km até que achamos umas cabanas de trabalhadores das fazendas, que vivem nas beiras das estradas, em uma precariedade total. Conseguimos nos refugiar, colocar algum agasalho e decidimos parar algum caminhão que nos levasse até Alvorada. Mas nada passava por aquela estrada (e continuava chovendo...).
Em um momento eu pensei: estamos fodidos mas temos algo que no limite nos salvará e que essas pessoas não tem. Dinheiro, é claro. E foi assim. A pouco apareceu um ônibus. O paramos, enfiamos as bicicletas no porta-malas e dentro... R$13,50 até Gurupi. Vamos lá, que é mais longe. De fato, já pretendíamos, uma vez em Alvorada, pegar algum caminhão ou ônibus que nos levasse até Guarai, para evitar a Belém-Brasilia, cheia de caminhões. E aqui estamos, em Gurupi, de onde vamos pegar um ônibus às 4 da manhã, que vai nos levar até Conceição do Araguaia (pelo mesmo preço...), que já é no Pará, no extremo sul. Parece que não escolhemos a melhor época para viajar por estas terras: é temporada de chuvas, e o vento sempre sopra do norte, ou seja, contra nós. Mas estamos ai, firmes e fortes, continuando na nossa aventura, conhecendo lugares e pessoas deste lindo país, que tão bem recebe a tod@s. Até!