Belem!! oe oe oe!
Allau gattunkela!!
(em português...abaixo!)

Atzo, hilak 28, inuxente eguna (azken punttu polita gure bertsorako...) hemen, Gaxpar eta Meltxor, Belemera iritsi ginen (Baltasarrek Melillako hesia ezin pasa han nunbait ibiliko da, txapelokerren batek zulua inda edo desertu erdiyan...). Egiya esatekotz, ez dakit oso ondo gure papera zein den Jaiotza honetan, beharbada egokiyagua da idi eta astuarena, baña beno, hementxe. Biyar Mari(n)a etorki zaigu eta gameluak denbora baterako aparkauta utzita, aide, jexukrixtonan bila!
Mojútik honerako azken etapa Txanps Elisetako pasiu triunfala izan zan. Gero Araparin barkua hartu eta pott-pott-pott, Badiatik Belemera allatu giñen. Ikusgarria, Belem, ibaiertzeko oihana lehen planuan, han ortzemugan agertzen hasi zenean, haseran cidade velha (alde zaharra) katedralaren bi kanpandorreekin eta, bapatian, krixton etxeorratz handiyak kanpoaldean... ikustekua.

Gaur pasiyu-pasiyuan. Egia esan eskertzen da, azken 3 aste hauek herri txiki eta izaeragabekotan ibili ostean, kalearte ixtu hauetatik ibili eta anonimotasunaren sentsazio hori edukitzea. Ah! eta, giriak ikuxi ttugu! Bidai osuan gu ginen giriak (eta nik ahoa zabaltzen nuenean soilik igertzen zen, bestela...) eta, ño, beittu, ilusiyua eta guzti egin digu holako beste fauna bat ikustiak.

Belem-eko Ver-o-Peso merkatuan egon gara goixian eta hori da hori xaltssa! Eta arraiak? ibaiko arrain erraldoiak, krixtonak! Fruta ezberdin pila, belar eta sendabelarrak, santeriarako,... ikusgarriya.
Bueno, ekipo, ondo pasa urtexarra eta, hoixe, urtebarrigon!
Oe-oeeeee oe-oeeeeee!!!! Chegamos em Belem!!!! Primeiro objetivo cumprido!
Chegamos ontem, quarta-feira, depois de um último esforço durante 70 km até Arapari, de onde pegamos uma balsa que nos deixou em Belém. Muito interessante a viagem: saímos de lá cruzando um enorme rio, e íamos vendo ilhas enormes, cobertas de vegetação (agora sim que parece que estamos na floresta amazônica!), e de repente, lá longe começam a aparecer aquelas torres familiares para quem mora em São Paulo. Uma mistura de emoção e decepção: emoção de ver a nossa meta chegando, lugar desconhecido, mas familiar ao mesmo tempo... mas essas monstruosidades no meio da floresta... esse Homo sapiens...

Chegamos em Belém. Da tranqüilidade das pequenas cidades que fomos atravessando ao longo da viagem, ao constante agito dessa cidade. A balsa para em uma região um pouco periférica da cidade e fomos passando pelos bairros pobres, casas encima de palafitas, por baixo delas córregos imundos (mais perigosos que um Amazonas cheio de piranhas, jacarés e outros bichos...), e barulho, e gente de um lado para outro, movimento constante, e carros, e cavalos, e bicicletas, e motos, e ... Fomos procurando um hotel que tinham nos indicado. Chegamos lá, lugar legal: Hotel Fortaleza, recomendável para quem vem para Belém e quer ficar em um lugar cêntrico, barato e arrumado. Uma casa colonial que virou hotel. Belém é outra coisa. Aqui se vê história, cultura.

Primeiro objetivo depois de nos alojar e tomar banho: levar todas as roupas para a lavanderia. Sujeiras fósseis que não conseguimos tirar nas lavagens à mão precisaram de tecnologia para serem tiradas, e mesmo assim...
Encontramos o nosso amigo catalão, Ricard, com quem fomos dar um passeio, conhecer o ver-o-rio e tomar, como não, umas Cerpas, peixinho frito e macaxeira.

Hoje diretos ao famoso mercado ver-o-peso. Realmente impressionante. Centenas de barracas vendendo muitas coisas diferentes das que estamos acostumados a ver: peixe seco, várias espécies de rio, camarões secos, sacas de farinha de mandioca, goma (para fazer tapioca), ervas de todo tipo para tudo quanto é doença física, espiritual, o que for; frutas! Sei lá, nem lembro dos nomes: acerola, cupuaçu, açaí, carambola, cajá, bananas São Jorge, e muitas outras que não me lembro o nome; e o mercado de peixe! Peixes gigantes, enormes!
Um escândalo! E movimento, muita gente daqui para lá, de lá para cá... fervilhante; e o artesanato marajoara, cópias do que foi o artesanato de indígenas da ilha do Marajó, onde vamos passar o Reveillon, na aldeia pesqueira de Soure, vamos ver... dizem que nas águas tem raias venenosas e que na praia tem bichos de pé e outros parasitos desagradáveis (esta biodiversidade brasileira...!). E as gaivotas, que brilham por sua ausência e no lugar delas tem urubus que fazem a festa com os restos de peixe que os pescadores vão jogando na água e nas prainhas à beira rio... Eles vendem o peixe fora do mercado e o que não conseguem vender, o salgam e vira aquele peixe seco. E um prato típico que comemos: peixe frito com açaí. O açaí vem em uma vasilha a parte e vai se tomando como uma sopa junto com o peixe, e tem o açaí branco e o negro. E muitas coisas mais, mas por enquanto é isso.
Feliz ano novo! Urte berri on!
